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Tratamentos

Tratamento cirúrgico

 

 

Visa, basicamente, ao restabelecimento da fertilidade intrínseca do homem. 

 

Reversão de vasectomia

 

Um dos principais procedimentos microcirúgicos é relacionado aos pacientes submetidos à vasectomia e que têm a fertilidade restabelecida pela reversão do procedimento. A reversão sempre tem resultados superiores ao da utilização de reprodução assistida para a obtenção de gestação.

A taxa de sucesso também é superior quanto à probabilidade da gravidez vingar (“take home baby”), porque a taxa de perda (aborto) por reversão de vasectomia é a mesma da relação sexual normal.

Na relação custo-benefício, a reversão também é mais vantajosa do que a reprodução assistida, pois além dos números de sucesso serem superiores, a reversão tem menor custo e menor risco à mãe, à família e às gerações futuras.

 

É importante frisar que a reversão é evidentemente o procedimento mais fisiológico: um procedimento único que possibilita diversas gestações subseqüentes. Enquanto as técnicas de reprodução assistida consistem em várias tentativas para a obtenção de uma única gestação.

  

Correção microcirúrgica da varicocele

 

Outra cirurgia muito comum é a correção microcirúrgica da varicocele (varizes escrotais). Ela possibilita não só o restabelecimento da fertilidade intrínseca do homem, mas também previne e preserva a saúde testicular, pois a varicocele é uma doença progressiva. A intervenção cirúrgica possibilita que o casal consiga ter filhos e preserva a função testicular do indivíduo, pois a varicocele é uma doença progressiva e pode, numa porcentagem grande dos casos, causar diminuição do tamanho do testículo.

Em pacientes adolescentes, a correção de varicocele é reversível, ou seja, os testículos recuperam o tamanho. Em casos de pacientes adultos, isso não acontece. O processo é interrompido, mas não ocorre a recuperação do volume.

 

Biópsias de testículo

 

Atualmente, são de indicação mais restrita. É um procedimento não mais receitado a todos os pacientes azoospérmicos não-obstrutivos, porque pode eventualmente tirar o foco de espermatogênese da única região que tinha espermatogênese presente e isso pode prejudicar que aquele indivíduo no futuro consiga recuperar espermatozóides intratesticulares para reprodução assistida.

 

Outro aspecto negativo é que a biópsia retira apenas um pedaço do testículo. Portanto, não representa o universo global do testículo, ou seja, pode não representar todo o padrão histológico testicular daquele cilindro que é o testículo.

 

Possui valor em algumas situações clínicas. Por exemplo, se o paciente deseja saber a chance que tem de sucesso, num ciclo de reprodução assistida, por meio de microdissecção ou por outras técnicas de captação do espermatozóide testicular. De maneira geral, se o paciente tiver um padrão histológico testicular muito danificado, chamado de Síndrome de Certório, a chance de ele ter espermatozóide testicular com microdissecção gira em torno de apenas 25%. Caso o paciente possua um padrão chamado de hipoespermatogênese, essa chance vai para 95%.

 

Trata-se de um teste que tem valor positivo, de sucesso de obtenção de espermatozóides, numa taxa considerável. Por isso, para alguns pacientes que estão analisando a possibilidade de usarem um banco de esperma de doador ou não, esse é um exame que pode ser de bom fator prognóstico porque permite ao paciente ter conhecimento da probabilidade da microcirurgia dar certo (seja de 95% ou 25%).

 

Outra vantagem da biópsia abarca a parcela de pacientes que tiveram câncer em um dos testículos. A biópsia é útil para mapeamento do outro testículo. Também se faz necessária para pacientes que tiveram torção em um dos testículos.

 

Reconstruções microcirúrgicas complexas em pacientes que têm azoospermia obstrutiva onde a causa não é a vasectomia

 

No Brasil isso é muito comum, haja vista a alta incidência de DSTs e outras infecções subclínicas do homem que causam a obstrução do epidídimo. O quadro clínico é o seguinte: o paciente apresenta testículo de bom volume, boa consistência, avaliação genética normal, hormônios de função testicular também normais e a apalpação do epidídimo (exame físico feito pelo urologista) mostra que o epidídimo está cheio: demonstra que tem uma obstrução a nível epididimário ou ao nível do ducto deferente. Esses pacientes são candidatos a uma reconstrução microcirúrgica e obedecem as taxas de gravidez iguais às de reversão de vasectomia, de acordo com o tempo de obstrução.

 

Outra situação clínica significativa diz respeito aos pacientes que sofreram procedimentos cirúrgicos para correção da hérnia binal na infância ou mesmo quando adultos, onde há lesão de um ou dos dois ductos deferentes. Trata-se de pacientes azoospérmicos obstrutivos que se beneficiam da reconstrução microcirúrgica.

 

Finalmente, existem anomalias congênitas ou anormalidades do desenvolvimento do trato reprodutivo masculino em que o mais indicado é o procedimento cirúrgico que vise ao restabelecimento da fertilidade do homem por meio de: reconstruções microcirúrgicas do ducto deferente nos epidídimos que podem ser feitas; cruzando-se um deferente no outro testículo; ou vice-e-versa. Essa cirurgia tem alto índice de sucesso porque esses pacientes têm a cabeça do epidídimo ou o epidídimo preservado e um ou os dois dutos deferentes são íntegros.

 

Índices de sucesso de reversão de vasectomia e gravidez por tempo de cirurgia:

 

- Até três anos da vasectomia: sucesso - 97% e taxa de gravidez - 76%;

 

- De quatro a nove anos: sucesso - em torno de 75% e taxa de gravidez - 67%;

 

- De nove a quatorze anos: taxa de gravidez - 30% (igual à taxa de sucesso para bebê de proveta).